Contratar mais gente é a resposta mais rápida para um time sobrecarregado. Raramente é a mais eficiente.

Uma pesquisa do Marketing Week com 600 profissionais de marketing B2B revelou que 58,8% foram solicitados a entregar mais com menos recursos nos últimos 12 meses. Mais de um terço viu suas equipes reestruturadas para acompanhar mudanças nas demandas. O problema, na maioria dos casos, não era falta de gente. Era falta de organização.

Em muitas operações B2B, especialistas ficam presos em tarefas operacionais, projetos importantes disputam espaço na mesma fila e prioridades mudam antes de qualquer entrega ser concluída. Adicionar mais pessoas nesse cenário costuma ampliar o ruído, não resolver o gargalo.

O que um squad muda na prática

Um squad não é um grupo de freelancers reunidos para executar tarefas. É uma célula organizada em torno de um objetivo específico, com competências definidas para aquele desafio.

A composição varia conforme a necessidade. Uma empresa que está lançando um produto precisa de uma combinação diferente daquela que está implantando CRM ou estruturando ABM. Conteúdo, mídia, design, automação, dados cada squad reúne o que o momento pede.

Isso permite ganhar velocidade sem ampliar permanentemente a estrutura interna. A operação acessa as competências certas no momento em que elas fazem sentido, sem carregar um time fixo para uma demanda que pode durar três meses.

O relatório State of Agile Marketing de 2025, produzido pela AgileSherpas com 430 profissionais de marketing em quatro continentes, mostrou que organizações que adotaram modelos ágeis de forma completa têm três vezes mais chances de reportar alto desempenho do que aquelas que mantêm estruturas tradicionais. Não por acaso, 86% das organizações pesquisadas planejavam migrar parte ou toda a operação de marketing para esse modelo.

Quando esse modelo faz mais sentido

O modelo funciona melhor em contextos de variação. Não é para toda empresa.

Operações que costumam se beneficiar mais são aquelas com projetos de escopo e prazo definidos: lançamento de produto, expansão para novo mercado, implantação de CRM, reestruturação da operação de marketing, projetos de ABM ou campanhas estratégicas de maior porte.

Nesses cenários, montar uma equipe fixa para resolver uma demanda temporária gera custo sem gerar estrutura. O squad resolve o problema e a operação segue sem carregar aquele peso.

Empresas com operações previsíveis e estáveis geralmente funcionam bem com equipes internas. Já aquelas que enfrentam crescimento acelerado, mudanças frequentes ou projetos estratégicos pontuais encontram nos squads uma forma de responder sem perder agilidade.

 

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Velocidade sem direção é desperdício

Existe um equívoco comum quando o assunto é squad. Muita gente associa o modelo apenas à agilidade de entrega.

Velocidade importa. Mas sem clareza sobre prioridades, indicadores e responsabilidades, ela só faz o trabalho errado acontecer mais rápido.

Um squad funciona quando há um objetivo compartilhado, critérios claros de sucesso e uma liderança que remove obstáculos em vez de distribuir tarefas. A pesquisa da AgileSherpas reforça isso: times ágeis de alto desempenho não são apenas mais rápidos. São mais estratégicos, colaboram melhor entre áreas e constroem confiança com o restante da organização.

Sem esse direcionamento, a empresa apenas contratou mais gente com outro nome.

O papel da liderança também muda nesse modelo. Em vez de gerenciar atividades, o foco passa a ser garantir que o squad saiba exatamente o que precisa entregar e o que está impedindo isso. Segundo Paul Morris, especialista em operações de marketing B2B em empresas de grande porte, squads precisam estar ancorados em resultados estratégicos, não apenas em atividades. Quando isso não acontece, o modelo cria agilidade operacional sem impacto comercial real.

Como a Thunder estrutura squads

Na Thunder, squads não são montados por cargos disponíveis. São estruturados a partir do desafio de cada cliente.

Uma operação que precisa acelerar geração de demanda exige competências diferentes de uma que está reorganizando o CRM ou preparando um lançamento. Por isso, cada squad reúne estratégia, conteúdo, mídia, tecnologia e dados de acordo com o que aquele momento pede.

O resultado é que a empresa ganha capacidade de execução sem precisar expandir sua estrutura interna para cada nova prioridade. Marketing para de operar por filas de tarefas e passa a trabalhar com foco em impacto para o negócio.

A decisão não passa só por orçamento. Passa por entender qual é o gargalo real da operação.

 

 

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Fontes